A
lua brilhava minguante no céu. O som da maré invadindo a praia com suaves ondas
espumantes era encoberto por um som elétrico sensual e gritos de euforia. Uma
grande fogueira acesa na areia aplacava o frio da madrugada e várias pessoas
dançavam ao redor dela em um clima bastante propício a sexo, drogas e rock and
roll. Jovens e adultos se misturavam em uma explosão de cores e sons que
poderia afetar o animo de qualquer pessoa com mente aberta o suficiente para
perceber a liberdade que se entende apenas se prendendo a um vício. As moças
com os seios de fora e os homens que entornavam copos e mais copos de bebida
pareciam não saber que o sol logo iria nascer, e nem se importavam com isso.
Exceto
por uma pessoa que mais que desejasse não conseguia ter a mente encoberta por
algo tão humano como o álcool.
–
Quero que faça isso quando estivermos nus. – Samuel encostou a mão na barriga
de Akira o puxando pra perto e enlouquecendo com o rebolar do rapaz contra seu
corpo.
Akira
jogou a cabeça pra traz e lambeu a orelha de Samuel.
–
Com você dentro de mim. – respondeu.
Se
afastou de Samuel e começou a dançar bebendo um gole de um líquido azul que
trazia em um copo. Deu a volta em Samuel e encostou novamente o corpo ao dele
balançando o tronco e o quadril em um rebolar excitante. Envolveu o ruivo com o
braço direito apoiando a cabeça em seu ombro e respirou fundo sentindo o
perfume de seu cabelo.
–
Samuel – disse – você cheira tão bem.
–
E você está bêbado.
–
Eu não estou bêbado. – Akira respondeu com a voz sóbria – Eu não consigo ficar
bêbado.
Os
dedos de Samuel se entrelaçaram aos seus. Akira girou o rapaz ficando de frente
pra ele e o olhando nos olhos.
–
Eu nunca fico bêbado. – e por incrível que pareça, Samuel viu a lucidez no
olhar apertado do oriental – Eu fico embriagado. É diferente.
Akira
se afastou, rindo e continuou a dançar sozinho. Os movimentos que ele fazia
eram bastante comuns a qualquer pessoa que dançava ali. Mas por que era Akira,
por que era o homem que Samuel amava ali. Sem camisa, exibindo a pele alva como
a lua. Mandando a ele sinais que os apaixonados mandam um ao outro desde que o
mundo é mundo. Por que era o seu homem que Samuel se hipnotizou.
Seguindo
os movimento de Akira, Samuel se aproximou por trás e colou o corpo ao dele, o
abraçou e um se aconchegou ao outro. Samuel riu.
–
Cara, meu pau está ardendo. – disse ao ouvido de Akira e o rapaz comemorou.
–
Isso! Arda, pau do Samuel! Arda, arda, arda!
–
Você está bêbado. – Samuel disse, rindo e o oriental riu com ele.
–Você
já experimentou o Akira bêbado? – Akira respondeu esfregando o corpo contra o
de Samuel – O Akira fica muito louco quando está bêbado, mas ainda faltam
muitos goles pra o Akira ficar bêbado. – Akira ficou de frente para Samuel e
seu olhar era provocante – Quer experimentar o Akira bêbado?
Samuel
riu e Akira entornou o resto do líquido de seu copo. Abriu a boca para beijar
Samuel e fugiu. De novo e de novo. Sacudiu a língua para o ruivo que levou a
mão até seu pescoço e o puxou, prendendo sua língua entre os lábios. Samuel
recebeu o beijo mais safado e gostoso que já recebera de Akira. A língua do
oriental se movia ágil e veloz por entre seus lábios, se entrelaçando na língua
até o fundo de sua garganta.
Protestou
quando o rapaz se afastou e Akira apontou o indicador para ele.
–
Não, não. Por agora é só um tira gosto. – Akira girou até encontrar o bar – Eu
vou até ali. E você fique ai. E arda.
Samuel
riu, mordendo os lábios vendo Akira sumir por entre a multidão. Caminhou até a
beira da praia depois de tirar os sapatos, sentindo o frio da água gelada subir
por seu corpo. Usou isso para tentar aplacar a excitação de seu ventre. Algo
totalmente fora de contexto quando sentiu uma mão em sua barriga e seu tronco
bateu firmemente contra outro tronco. Escutou um grunhido e sorriu.
–
Minha delícia. – Akira disse em seu ouvido.
Samuel
se virou de frente para ele. Akira dessa vez trazia uma garrafa com o mesmo
líquido azul e bebeu uma boa parte em um único gole.
–
Oh, devagar ai. – Samuel disse.
–
Cara, isso é muito bom. Experimenta, Sammy.
Samuel
franziu a testa e pegou a garrafa, bebendo apenas um gole que desceu rasgando
por sua garganta. Sacudiu o rosto tentando afastar a ardência.
–
Nossa. Como você consegue beber esse troço?
Akira
começou a rir de Samuel e pegou a garrafa dele, bebendo mais um pouco. Encostou
o corpo ao do rapaz e encaixou a coxa no meio de suas pernas, recomeçando a
dançar. As mãos de Samuel foram até a sua cintura e passearam pela lateral de
seu corpo sentindo os músculos fortes por baixo da pele fina.
–
Minha delícia. – Samuel apoiou a testa na de Akira.
Akira
arreganhou os dentes imitando o rosnar de um gato. Agarrou Samuel pelo pescoço
e o beijou, encostando o corpo ao dele. Ter seu homem tão próximo provocava nele
reações das mais deliciosas. O vibrar em seu ventre, o pulsar em seu peito.
Desejava Samuel mais do que qualquer outra coisa e esse desejo influenciava sua
imaginação a maquinar as mais excitantes maneiras de possuí-lo.
–
Ah, Samuel, as coisas que eu quero fazer com você...
O
ruivo deslizou a língua pelo lado esquerdo do rosto de Akira. O rapaz encolheu
o corpo e gemeu mordendo os lábios.
–
Peça o que quiser. – Samuel disse.
–
Faça isso de novo. – o tom de sua voz era brincalhão e seus olhos brilharam ao
encara-lo.
Samuel
sorriu e segurou o queixo de Akira com firmeza. Beijou o canto de sua boca e novamente
lambeu seu rosto devagar, seu hálito gelando onde ficou o rastro de sua saliva,
terminando por mordiscar o canto de sua sobrancelha. Samuel olhou o rosto de
Akira. Seus olhos estavam fechados e a testa franzida, com um sorriso bobo nos
lábios. Depois de um tempo, encarou Samuel e apontou o dedo pra ele.
–
Você. É uma delícia. Essa. Foi a lambida mais gostosa que eu já ganhei na vida.
Samuel
o abraçou e encostou a boca ao ouvido do rapaz.
–
Eu vou lamber você inteirinho.
Akira
de um pulo pra trás se afastando de Samuel. Andou de um lado pra o outro
tentando afastar o descontrole de sua mente. Tomou mais um gole de sua bebida e
voltou para perto de Samuel que ria em divertimento.
–
Samuel, você me enlouquece. Você deveria ser proibido de se aproximar de mim.
–
Cara, você está bêbado.
–
Não. Eu ainda não estou bêbado. – Akira entornou mais um gole da garrafa.
Encostou
o rosto ao de Samuel novamente, levando as mãos até sua cintura. Sua língua
passeou por entre seus lábios enquanto olhava o pescoço de Samuel.
–
Tire essa camisa. Deixe-me ver seu corpo.
Akira
observou enquanto a mão de Samuel deslizava por seu peito, abrido os botões, um
por um. Fazia isso devagar, se divertindo com as reações de Akira a cada
centímetro de sua pele que se mostrava.
–
Minha delícia. – Akira disse – Você é lindo demais, Samuel.
Akira
acariciou o peito de Samuel, passeando os dedos até sua barriga fazendo o rapaz
rir. Quando o ruivo tirou a camisa, Akira o abraçou puxando seu corpo para o
dele.
–
Samuel, olha o que você faz comigo...
Akira
agarrou Samuel o apertando com força, o fazendo sentir seu membro enrijecido
por baixo da roupa. O ruivo enrolou a camisa na mão esquerda e também o
abraçou, beijando sua orelha.
–
O tesão é recíproco. – disse.
Akira
levou a mão até a cabeça de Samuel o puxando para um beijo sedento. Seus corpos
se esfregavam provocando um calor que atingia Samuel como a chama de uma brasa
viva. Cada canto de seu corpo clamava pelo de Akira em um retumbar infinito de
paixão.
–
Vamos sair daqui. – pediu.
Akira
o agarrou forte pela cintura e beijou seu pescoço seguindo em direção ao seu
ouvido.
–
Ainda não. – sussurrou – Eu quero que você arda, Samuel. Quero que imagine o
que vou fazer com você. Prepare-se para a noite mais feroz de sua vida.
Akira
imitou de novo o rosnar de um gato e se afastou, tomando o restante de sua
bebida. Começou a dançar embalado pela música eletrônica. Samuel respirou fundo
e se aproximou novamente de Akira devagar, passado a mão em seu rosto e o
encarando com uma intensidade que o fez parar de se mover.
–
Vamos sair daqui. – disse com sua voz de tenor, arrancando um tremor de Akira –
Prepare-se para a noite mais feroz de sua vida.
Akira
deu seu sorriso torto e o beijou arrancando dele o fôlego e a compostura. O
modo como Akira o tocava ia além do contato físico. Suas mãos, sua boca e seu
corpo, cheios de luxúria e lascívia o provocavam e o fazia queimar ao mesmo
tempo que alcançavam seu coração e o emocionava. O toque de sua pele era
repleto de desejo e fazia seu corpo vibrar em êxtase, mas o toque em sua alma
era puro e o levava aos céus.
Akira o soltou e continuou com a boca
ainda grudada a dele. Seu lábio superior preso entre os lábios de Samuel eram
tocados por uma língua apaixonada. O oriental o soltou devagar e o estalo
provocado arrepiou o ruivo.
– Samuel, – outro arrepiou atravessou o
corpo do rapaz – você é tão doce.
Samuel começou a rir, mantendo firme a
mão no pescoço de Akira e levou a outra até suas costas, o puxando pra perto.
– Akira – disse encostando a testa na
dele – Eu estou explodindo, cara. Preciso de você. – a voz de Samuel era
esganiçada e cheia de desejo – Agora.
Akira beijou sua boca de leve e se
achegou até sua orelha.
– Samuel. – disse devagar, embebendo
cada sílaba no doce de sua voz. O ruivo se encolheu deixando escapar um gemido
– Arda, Samuel.
A mão de Samuel que estava em suas
costas se afastou dele e Akira ouviu o som de um zíper sendo aberto. Sua mão
esquerda foi guiada até o zíper, sentindo quando Samuel ajeitou o próprio
membro o deixando deitado de um modo que tornava sua excitação visível à
distância. Sem que precisasse pensar, a mão de Akira o agarrou, o apertando por
cima da calça do rapaz e sentindo todo aquele volume enorme que pulsava por
ele.
– Já usou esse truque antes. – disse com
a boca colada ao rosto do ruivo – Não caio duas vezes na mesma armadilha.
– Você não pode resistir a mim.
Samuel beijou sua orelha, descendo por
seu pescoço até seu ombro, devagar e com paciência, sua respiração atingia a
pele de Akira como uma onda de choque. Fez o caminho de volta até seu pescoço
com uma lambida molhada. Akira gemeu e tentou se afastar, mas Samuel o agarrou
levando a mão de volta as suas costas.
– Vai precisar fazer melhor do que isso.
– Akira disse com a voz rouca.
Samuel o abraçou encostando o corpo ao
dele. Seus dedos se entrelaçaram em seu cabelo, mantendo seu rosto próximo ao
dele.
– Akira.
Samuel o encarou. Sua expressão era
suplicante e apaixonada. E depois se tornou brincalhona. Akira franziu a testa
e o rapaz o beijou. O oriental sorriu, se entregando ao beijo. Depois de logos
segundos em um frenesi de paixão, Akira afastou o rosto enquanto Samuel arfava
tentando recuperar o fôlego.
– Seu canalha. – Akira disse com o lábio
inferior de Samuel entre os dentes, o mordendo com força – Sorte sua ser uma
delícia. Não quer experimentar o Akira bêbado?
– Eu vou te deixar bêbado de paixão.
Samuel segurou o rosto de Akira com as
duas mãos enquanto o beijava. Sua boca subiu pelo nariz do oriental, passeando
por sua bochecha e subindo por entre seus olhos até que encostou os lábios em
sua testa em um beijo demorado.
– Sua função deveria ser me ensinar a me
controlar. – Akira disse com os olhos fechados e ofegante – Vai acabar perdendo
seu grau por minha causa.
– Pra o inferno com o grau. – Samuel
disse com a voz feroz – Eu o amo tanto...
Aquelas palavras pegaram Akira de
surpresa. Sua mão livre foi até o quadril do rapaz o puxando para perto,
sentindo seu hálito na pele.
– Eu... – Akira tentou resistir mais um
pouquinho, mas Samuel encostou a boca na dele o beijando com carinho – Eu acho
que já estou bêbado.
– Minha delícia. – os lábios de Samuel
sorriram e o beijo se tornou intenso
novamente.
Akira se afastou do rapaz e começou a
andar. Jogou a garrafa da bebida em uma lixeira e seguiu em direção ao quarto
de ambos. A pousada onde estavam hospedados eles e mais alguns dos que estavam
na festa era pequena, com os quartos próximos uns aos outros e com as paredes
finas que eram um desrespeito a privacidade de qualquer um. Samuel não se
importou e sabia que ninguém mais se importaria. Seguiu Akira com o olhar acompanhando
o corpo do rapaz e a imaginação funcionando a todo vapor.
Akira subiu as escadas até uma pequena
varanda e se demorou com a chave da porta. Ouviu um suspiro de impaciência de
Samuel e riu quando a fechadura abriu com um clique. Entrou devagar e quando
fechou a porta, foi prensado contra a parede com violência pelo corpo de
Samuel.
– Ai... – Akira gemeu deliciosamente
antes de ter a boca invadida pela língua do ruivo.
Samuel soltou no chão a camisa que
estava em sua mão e abraçou Akira, sentindo cada um dos músculos de suas costas,
subindo para seu pescoço e sentindo o corpo do oriental tremer quando acariciou
sua nuca. As mãos de Akira foram até o botão de sua calça e depois abriu o
fecho da própria calça. Empurrou Samuel um pouquinho para poder ver seu membro
que saltou ereto quanto o despiu. O olhou, interessado, sorrindo com malícia e
passeando a língua entre os dentes.
Akira encarou Samuel que sorria com a
mesma intensidade. Grudou o rosto ao dele, gemendo quando o agarrou e começou a
punheta-lo devagar.
– Delícia. – grunhiu ao ouvido do rapaz.
O empurrou até a cama o fazendo deitar,
puxando suas calças e tirando suas meias. Ficou observando quando ele subiu até
a cabeceira da cama e sentou abrindo as pernas pra ele.
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