Meus contos e fanfics agora estarão sendo publicados na minha página do Social Spirit.
Dêem uma passada lá!
sábado, 28 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Eu ainda o amo.
Mei
estava em seu aposento na mansão sede da Sociedade. Com os pensamentos guiados
até os irmãos, ela tentou imaginar algo que justificasse as atitudes de Haruya.
Não havia motivo evidente para que ele tivesse aceitado Akira. Haruya ficou
muito tempo distanciado da Sociedade e Mei podia sentir que algo havia mudado
nele e em seu modo de pensar e essa mudança havia sido profunda a ponto de ele
recusar grande parte do estilo de vida que levavam. Por bastante tempo Haruya
os atacou com repulsa e descontentamento. Mas ela era responsável por ambos e
não podia deixa-los se afastarem dela. Por isso ela estava ali.
Seu
quarto era enorme, quase do tamanho de sua casa inteira. Estava estirada em uma
cama de dossel e nem a maciez do lençol de seda roxa foi capaz de aliviar a
impaciência que se expressava em cada um de seus movimentos. Do lado de fora,
na sacada da janela, uma noite que insistia em não terminar.
Quando
achou que fosse explodir em um ataque de nervos, alguém bateu em sua porta. Se
levantou de um salto e atendeu ansiosa por quem quer que desejasse lhe fazer
companhia. A expressão eufórica se esvaiu de seu rosto assim que viu a figura que
a perturbava.
–
Mei! – exclamou o homem – Como você aparece por aqui e nem me avisa de sua
visita?
O
rapaz era novo, aparentando não mais de 20 anos. A pele morena e com perfume de
mel encobria um conjunto de músculos bem formados e o rosto bastante comum com
uma cabeleira castanha esvoaçando em seus olhos. Logo depois, apareceu em sua
porta outro rapaz, um pouco mais velho, com uma careca reluzente e a barba
curta manchando seu rosto alvo. Seu corpo era mais alto, mas não menos forte do
que o do outro rapaz. Ao vê-lo, Mei voltou a se alegrar.
–
Olá, Otávio. – ela cumprimentou a nova figura, sem expressar sua euforia – Por
favor, entre.
O
rapaz entrou no quarto olhando para o outro moço com um sorriso no rosto.
–
Mei, eu cheguei primeiro. – disse o primeiro, se sentindo rejeitado.
Mei
o ficou olhando por alguns instantes e depois fez sinal para que ele entrasse.
–
Junior, tem algo que quero que você faça. – Mei foi até sua mochila em cima da
cama e tirou de dentro uma pasta.
–
E o que seria?
O
rapaz sentou na cama, esticando os braços se sentindo a vontade, deixando
Otávio desconfortável com a presença desagradável.
–
Levanta da minha cama que não te dei essa liberdade. – disse, acertando ele no
braço com um golpe com a pasta. Junior pode sentir o rosto enrubescer quando
ouviu a risadinha do outro rapaz.
Junior
se levantou e pegou a pasta das mãos de Mei. Na capa havia o Símbolo Oficial da
Sociedade, mostrando que era um documento restrito, ao qual poucos tinham
acesso. Junior começou a pensar no que seria feito com ele se fosse visto com aquela pasta.
–
Preciso que você descubra tudo sobre a pessoa que esta nesses arquivos. Cada
fraqueza e cada ponto fraco e se ela é confiável. Você tem liberdade pra
utilizar de quaisquer meios que forem necessários. É de extrema importância que
isso fique em sigilo e a sua graduação como Jurado depende do sucesso dessa
tarefa.
–
Sim senhora. – Junior assumiu uma postura séria enquanto escutava a Mestre, mas
logo depois dirigiu a ela um olhar de ansiedade, querendo saber se iria poder
fazer companhia a ela.
–
Agora, por favor, saia. – ela disse,
ríspida, antes que Junior pudesse dizer qualquer coisa.
Depois
de esperar por alguns segundos sem saber o que fazer, Junior percebeu que sua
presença não era desejada, mas pareceu ter esquecido repentinamente como andar.
Devagar, reaprendeu a enviar os comandos para suas pernas e, um passo depois do
outro, começou a avançar em direção a porta. Quando saiu, bateu a porta com
força e começou a correr louco pelos corredores da mansão em direção ao próprio
aposento. Mei ficou sem se mover até que os passos de seu pupilo desapareceram
com a distancia.
O
som dos passos sessaram e ela continuou em pé, parada, olhando para Otávio. A
culpa ardia em cada recanto de seu consciente e a paralisava. A paixão tomava
conta do olhar do outro e a impedia de pensar. O silêncio parecia reforçar a
barreira que se colocou entre os dois e ela esperou que ele dissesse algo. Mas
isso não aconteceu.
–
Se espera que eu vá pedir desculpas pelo que fiz, pode sair também, se quiser.
A
raiva inundou o peito de Otávio e ele riu alto, tentando afastar o desejo quase
incontrolável que sentia por aquela mulher.
–
Tudo o que eu disse ao conselho era verdade. – ela disse – Você precisa
acreditar em mim.
–
Eu acredito em você. – Otávio disse entre risos nervosos – Eu só não entendi
uma coisa. Se estava tão convencida do que disse, por que você fugiu?
–
Eu não fugi, eu só não queria que você pensasse que eu tinha algo haver com o
que aconteceria depois com...
–
Sete anos, Mei. – Otávio gritou se aproximando da mulher – Você me deixou
sozinho por sete anos. Destruiu a minha família e me abandonou. Por sete anos
você me fez acreditar que éramos culpados. Nós fomos banidos, Mei. Nos últimos
sete anos, eu esperei pela sua volta. Agora por favor, me responda uma coisa. –
os olhos de Otávio eram derrotados e sem esperança. Buscou a culpa no olhar no
olhar de Mei, mas ela estava decidida a não voltar atrás – Eu esperei a toa?
Mei
não demonstrou hesitação não querendo fazer Otávio desconfiar da verdade do que
ela sentia.
–
Não. Eu ainda o amo. – Sua resposta foi simples e completa, o que tirou o peso
que o homem trazia as costas.
Mei
virou de costas para ele e foi até a porta a trancando com um clique baixo. Uma
pequena dose de medo pairou no ar ao seu redor, mas ela precisava encara-lo.
Destruiu a família de Otávio e estava arriscando destruir a própria com o que
havia descoberto, mas o Alto Grau Beta que ostentava com orgulho não era apenas
símbolo de alguém forte e habilidoso, mas também de justiça e virtude, e a
traição que se mostrava diante de seus olhos gritava para ser desmascarada.
Respirou
fundo tentando buscar as palavras para explicar o que acontecia por debaixo dos
panos na Sociedade, mas então ela sentiu uma mão quente lhe tocar o quadril.
Não havia percebido a aproximação de Otávio e o fato de ele ter evoluído no
tempo em que ela esteve distante a deu um pouco de segurança. Precisariam ser
fortes para o que estava por vir. Sentiu a brisa da respiração de Otávio e os
pelos se arrepiaram em sua nuca.
–
Sete anos. – ele repetiu em seu ouvido e a voz era repleta de emoção.
Otávio
ainda custava acreditar que ela havia voltado. Tinha muitas perguntas mas uma
delas se sobrepunha as outras de modo quase traiçoeiro.
–
Por que você fugiu?
Mei
fugia. Ela poderia dizer o que quisesse mas estava fugindo. Estava fugindo
dele.
–
Eu não queria ver você sofrer. O que fiz foi cruel e imperdoável. – Otávio
tocou seu pescoço com os lábios e ela se esforçou para sua voz não falhar –
Você amava sua irmã e eu não queria te ver sofrer caso ela fosse condenada.
Mei
sabia que Otávio iria sofrer ainda mais caso ela se afastasse, só que por nada
no mundo queria ver o homem que amava sofrer. Então ela sentiu culpa.
–
Não acompanhou o julgamento? – ele perguntou.
–
Acompanhei. E me certifiquei de que a pena fosse cumprida. Não podia deixa-la
impune e eu não iria deixar o fato de ela ser sua irmã interferir nisso. – Mei
sentiu uma mordiscada na orelha – Otávio, você não foi o único que sofreu
nesses últimos anos.
–
Só que você tinha sua família. Eu não tenho mais ninguém.
Mei
se virou de frente pra ele e o desespero estava estampado em seu rosto. Sorriu
mostrando a ele que não iria mais deixa-lo, que tinha voltado pra ficar e que
não ia deixa-lo mais sozinho. Otávio a beijou, não mais segurando a paixão que
ardia em seu peito.
–
Sete anos. – disse novamente com o rosto colado ao dela, a abraçando.
Mei
o segurou nos braços e o afastou olhando para ele. Otávio continuava igual ao
que ela se lembrava dele. Seu rosto forte era lindo e seus olhos verdes
brilhavam com uma intensidade que a fez se sentir desejada como nunca. Levantou
as mãos até seu pescoço e começou a abrir os botões de sua camisa, depois abriu
o fecho do cinto e o empurrou até a cama o fazendo sentar. Se ajoelhou aos seus
pés enquanto puxava suas calças. Otávio puxou seu rosto para o dele e a beijou.
Mei queria mostrar a ele que os últimos anos que passara esperando por ela não
seriam em vão e os movimentos de seus lábios eram suaves, acompanhados de uma
língua ansiosa em matar a sede de seu homem.
Otávio
levantou a camiseta da mulher expondo uma barriga lisa em um tronco comprido e
a tirou. Mãos suaves se dirigiram ao fecho do sutiã enquanto continuava a
beija-la. Ah, como sentira saudades do gosto daquela boca. Usando de todo seu
alto controle para não ataca-la como gostaria de fazer, abriu vagarosamente o
sutiã, como se abrisse um baú com algum tesouro valioso. Afastou o rosto para
olha-la e os seios saltaram, cheios de carne onde pequenos bicos avermelhados coroavam
as aureolas rosadas que manchavam sua pele. Mei sorriu enquanto Otávio a
devorava com o olhar. Ele voltou a beija-la enquanto suas mãos de homem
apaixonado passeavam por seus seios, apertando e beliscando os bicos que se endureceram
aos poucos.
Mei
sentia os lábios queimarem em paixão e podia ouvir o peito de Otávio pulsar,
acelerado. Não iria para-lo caso ele quisesse fazer do jeito dele, mas ele
sabia que se se entregasse a ela e a deixasse ama-lo, iria ter a melhor noite
de sua vida. Mei sabia como amar um homem, sabia combinar delicadeza e
sensualidade, realizando as mais profundas fantasias do coração, sendo motivo
de desejo de grande parte dos homens que a conheciam, mas ela satisfazia apenas
a quem ela amava. Otávio era o mais sortudos do mundo por ser seu escolhido.
Compartilhava da mesma vida que ela e não importava que ela também se deitasse
com os irmãos ou coisa parecida. Ele a tinha e quando estavam juntos, isso era
o que importava.
Mei
desceu os lábios por seu peito até chegar ao seu pênis que rapidamente abrigou
na boca, se divertindo ao ter em mãos um membro que era maior que o do irmão.
Ainda não estava devidamente ereto então ela aproveitou para o engolir enquanto
suas mãos massageavam as bolas. Otávio riu levando as mãos até sua cabeça se
agarrando aos cabelos fartos da mulher. Mei também tinha saudades e sua vontade
de entregar tudo o que tinha a ele não a impediu de devora-lo. Ela o chupava e
chupava ansiosa por vê-lo em pé, esfregando a língua na cabeça lisa e o
masturbando com as mãos. Caminhava os dentes pela lateral dando leves mordidas,
sentindo Otávio tremer com as leves beliscadas e então voltava a o engolir. Aos
poucos, ele sentia o orgasmo próximo e começou a empurrar a cabeça de Mei,
segurando seus cabelos e tirando as madeixas do caminho de seu rosto. Aquele
que nunca teve o pau na garganta de uma mulher, não sabe como é indescritível a
sensação de gozar enquanto se é chupado. Mei era dominada por seus braços que a
seguravam, e infeliz da mulher que nunca matou a fome em um membro que goza por
elas. Outras poderiam achar a situação degradante, e com razão. É estreita a
ponte que leva da dominação a humilhação, mas Mei não a atravessava. Pelo
contrário, ela se comprazia de maneira impar ao engolir o néctar que banhava
seus lábios e continuava a suga-lo, quase se entristecendo ao ter de se
afastar.
Levantou
o corpo devagar ficando de pé em frente a Otávio enquanto tirava suas calças e
as deixava de lado. Otávio levou os braços ao redor de sua cintura a erguendo
no ar e a jogando na cama. Ela se arrastou até a cabeceira do colchão enorme e
ele a seguiu engatinhando. Mei ficou deitada com as costas apoiada nos
travesseiros. Otávio se aproximava dela, passando a mão por suas pernas, então
ela colocou o pé em seu ombro, o impedindo de continuar. O encarou sorrindo com
manha, abrindo as pernas para ele. Otávio quase grunhiu de prazer, e levou o
rosto até a região molhada entre suas coxas, sentindo o cheiro da mulher e se
debruçou sobre ela. Afastou a calcinha exibindo a virilha lisa. Sua boca buscou
sedenta pelo líquido que se acumulou ali a fazendo gemer alto e Otávio a adorou
por isso. A mulher era muito sensível e seu corpo vibrava ao menor toque.
Poucos sabiam que seus gemidos não expressavam seu verdadeiro prazer e por isso
não a levavam ao ápice, mas Otávio não desistia até ouvi-la gritar.
Mei
torcia o corpo, mordendo os lábios enquanto rebolava no rosto de Otávio. Ele a
penetrava com os dedos. Primeiro um, depois dois. Sua língua era ligeira ao
mesmo tempo que a chupava com força e escutava seus gemidos que escapavam cada
vez mais intensos por entre lábios incompetentes em conter os sinais de seu
prazer. Mei apertava os próprios seios enquanto seu abdômen se contorcia com a
agitação que crescia em seu ventre. Otávio segurou suas coxas a mantendo firme
em sua boca. Acelerou o movimento da língua e aumentou a pressão no clitóris
sensível, levando a mulher ao êxtase. Mei perdeu o fôlego enquanto tentava
segurar os gemidos que saiam agudos e entrecortados. O homem continuou a
beija-la, sugando de leve o botão excitado. Uma língua ágil a penetrou, bebendo
de todo o néctar que brotava dela.
Quando
Mei se acalmou, Otávio a puxou para si em um abraço apertado. Ela passou as
pernas ao redor de sua cintura e ele a penetrou. Antes que ela pudesse emitir
qualquer som, Otávio levou os lábios aos dela em um beijo cheio de cobiça.
Mantinha uma mão em sua nuca e a outra às suas costas enquanto se lançava
contra ela de maneira violenta. Mei não se aguentava de prazer e não
correspondeu de maneira devida ao beijo de Otávio. Tentava ganhar folego enquanto
puxava o ar desesperada. Otávio parou de beija-la e, sem afastar o rosto do
dela, continuou as investidas, sentindo a respiração pesada de Mei em sua face.
Ela não percebeu o momento em que passou o controle para Otávio, mas não
importava mais. Ele a invadia com uma fúria guardada por anos e essa fúria a
enlouquecia. A deitou na cama e levou o rosto por entre seus seios, movendo o
corpo querendo alcança-la cada vez mais fundo. Seus lábios molhados envolvendo
as mamas como uma criança gulosa. A esperada coceira prazerosa começou a
irradiar em sua virilha e levantou o tronco a trepando de modo cadenciado e
veloz. Mei se agarrava aos lençóis, sempre gemendo e serpenteando o corpo e
logo o gozo novamente a alcançou, mas Otávio não parou as investidas, deixando
a mulher delirante. Em meio aos gritos e múltiplos orgasmos de Mei, Otávio teve
uma ereção particularmente forte e ele sorria enquanto olhava a mulher que se
desmanchava sob seus braços. Se deixou cair sobre ela a beijando e como se
buscasse vingança, Mei tirou dele o folego.
Otávio
levantou novamente o tronco ficando de joelhos. Puxou Mei para perto e ela laçou
suas coxas com as pernas. Ele começou a perambular o pênis pela vagina
encharcada, levando o mel até o ânus de Mei, a arrepiando com o contato com o
membro duro. Fez isso diversas vezes em uma brincadeira excitante e deixando a
mulher sem ação diante da expectativa. Então ele introduziu em seu anus o pênis
molhado que entrou facilmente, enfiando tudo na primeira investida e retirando
logo depois, sempre lentamente e sem pressa. Voltou a penetrar a vagina úmida e
voltou ao ânus. Mei sorria enquanto era invadida de maneira deliciosa. Estava
realmente gostando muito daquilo. A pica grossa e embebida no gozo dos dois
deslizava facilmente por seu rabo o que fazia da penetração uma experiência
extremamente gostosa. Então, usando a alça de sua calcinha como uma espécie de
rédea, Otávio começou a fodê-la, com estocadas fortes e ligeiras e o som de
carne batendo em carne fez companhia aos gemidos de Mei. Em poucos minutos, ele
gozou e o esperma escorreu farto pelo rabo de Mei.
Sentindo-se
satisfeito como não sentia há anos, Otávio se afastou de Mei e se deitou na
cama. A macia seda roxa era quente ao toque e ele relaxou enquanto a mulher recuperava
o ar, respirando ruidosamente ao seu lado.
Mei
o abraçou. Sua mente flutuava, mas tinha total consciência da existência de
Otávio ao seu lado. Mesmo distantes por tanto tempo, algo em seu espirito se
manteve ligado a ele como uma espécie de magnetismo que ultrapassava qualquer
barreira, fosse de tempo ou de espaço. Por alguns instantes ela pensou nos
irmãos. Precisava da ajuda de Otávio e
mesmo que isso significasse perde-lo para sempre, não iria deixar sua família
se ferir. O peso dessa decisão era árduo e as consequências eram graves tanto
para ela quanto para Otávio. A ideia de que essa poderia ser a última vez que
teria o homem ao seu lado colocou nela a vontade de fazer dessa noite perfeita.
Aproximou o rosto do dele e começou a sussurrar seu nome e a dizer que o amava,
com sua voz doce e aveludada.
Nos
últimos sete anos, todas as vezes que Otávio se deitava em sua cama, sozinho,
sonhava com sua voz chegando a acreditar que a teria novamente apenas desse
modo, em sonhos. Escuta-la ali, ao seu lado, com o corpo quente, ardendo por
ele ainda parecia uma ilusão. Mas então começou a sentir o membro ser
massageado por suas mãos macias e aquela sensação foi bastante real. Mei então
se apoiou nos joelhos, ficando de costas para ele, se segurou na barra do
dossel, virando o olhar em sua direção exibindo novamente seu sorriso manhoso.
Seu corpo serpenteava em uma dança sensual, rebolando os quadris e abrindo as
pernas para ele. Hipnotizado, Otávio pareceu demorar a entender que aquela era
uma dança pra dois. Devagar, aproximou o corpo do dela, sentindo seu calor
enquanto ela continuava a se mover, o encantando. Ela estendeu as mãos até sua
barriga, o tocando com as pontas dos dedos e descendo até encontrar seu pênis e
o puxou para si. Otávio rasgou o fio de sua calcinha e a tirou. Mei continuou sua
dança, se lançando contra ele devagar, esfregando a cabeça do membro de Otávio
em seu ânus. A região irrigada de vasos sanguíneos se contraia em um acesso de
deleite que a deixava louca. Otávio começou a acompanhar sua dança e a
penetrou, sempre seguindo a lentidão de seus movimentos. Levou as mãos até sua
cintura e os dedos escorregaram por entre os lábios de sua vagina, a fazendo
gemer quando um par deles a penetrou. Depois de alguns segundos, do modo mais
delicado possível, ela afastou suas mãos da região sensível, virando o rosto
para encara-lo enquanto buscava com uma língua atrevida a língua do outro.
Mei
beijava Otávio com gula, enquanto movia o corpo com paciência, sentindo cada
milímetro se seu imenso caralho a invadir no mais delicioso anal que já fizera
na vida. As mãos de Otávio subiram em direção aos seus seios, apalpando e
massageando os bicos, a puxando pra mais perto de si. O desejo de ambos era recíproco
e fazia a pele alva arder ao toque, como se ambos estivessem fundidos em um
corpo único e perfeito. Mei mordeu os lábios de Otávio com um pouco mais de
força e enquanto o encarava, começou a mover os músculos das nádegas,
assistindo o homem ir a loucura ao tempo que suas pregas o devoravam. Ele a
apertava com força e lutando contra toda a luxúria que sentia, Mei se obrigou a
continuar os movimentos lentos até que sentiu Otávio crescer dentro dela.
Otávio
então levou as mãos até a virilha da mulher e dessa vez ela não o fez recuar.
Ela acelerou os movimentos do tronco e Otávio começou também a se lançar contra
ela com os dedos se movendo ligeiros entre suas coxas. Mei precisou se
concentrar em segurar com firmeza a barra para não cair. Jogou a cabeça para
trás, apoiando o rosto no ombro de Otávio. Por entre seus dentes escapavam
gemidos altos que faziam cocegas na nuca do rapaz. Chegaram ao ápice juntos, ao
mesmo tempo, como um corpo único e perfeito, explodindo em um gozo que não coube
dentro dos dois. Tremiam sentindo as ondas de prazer irradiar por seus corpos.
Felizes
e satisfeitos, caíram no colchão macio se entrelaçando em beijos e abraços.
Otávio se derretia nos braços da mulher que fazia dele o homem mais feliz do
mundo. Se perdia em seus lábios, sentindo o perfume dos cabelos que caiam por
seu rosto. Seus olhos puxados o enfeitiçavam, atraindo ele para uma armadilha
perigosa, onde nunca perdia. E as palavras que coroavam sua ascensão foram
ditas acompanhas de uma língua molhada e lábios apaixonados ao pé de sua
orelha.
–
Eu o amo.
Embalo hipnotizante.
Samuel
chegou à casa afobado, precisando juntar concentração pra não bater o carro
quando passou pelo portão. Entrou na casa e subiu as escadas correndo e foi até
o quarto onde Akira o esperava. Abriu a porta com violência e encontrou o rapaz
sentado no sofá, sem camisa, com a expressão pensativa. Samuel sentiu sua
respiração calma e regular, tranquila como as batidas de seu coração. Pelo
quarto soava uma batida que chamou a atenção de Samuel.
A
voz de uma mulher cantava uma letra cheia de paixão e sensualidade, o ritmo era
ao mesmo tempo leve e eletrizante, envolvente e hipnotizante. Akira virou o
rosto para olhar nos olhos de Samuel e o ruivo percebeu a agitação em sua
mente. Seu corpo se movia devagar embalado por sua respiração e a energia que o
fazia flutuar, levado pela música. Seu braço direito estendido o apoio do sofá
se balançava guiado pelo movimento lento
de sua mão que massageava o membro enrijecido que se insinuava deliciosamente
pela barra de sua calça.
–
Oi. – Akira disse com um sorriso fraco nos lábios que alterou o som de sua voz.
–
Oi.
Samuel
não se moveu. Ficou sem saber o que fazer, vendo seu homem ali pronto pra ele e
tendo seus sentidos invadidos pela música que tomava o ambiente.
Akira
se levantou e andou até ele. Se aproximou até sentir a respiração de Samuel
fazer cócegas em sua face.
–
Minha delícia... – Samuel disse e aproximou relutante a boca da de Akira, mas o
rapaz fugiu de seu beijo.
Samuel
arfou e sua testa se franziu. Akira levou a mão esquerda até sua nuca e puxou a
trança que prendia seu cabelo. A desmanchou devagar, sentindo os fios
envolverem seus dedos. Levantou os olhos para os de Samuel e cantou.
– Say you love me... – sua voz grave se
sobrepôs a da mulher que cantava e provocou um arrepio no rapaz.
–
Eu amo você... – as mãos de Samuel agarraram a cintura de Aira o puxando pra
perto querendo beija-lo, mas o oriental se afastou novamente.
– That’s all I need to know. So say you love me...
A
voz de Akira penetrou a mente de Samuel e bagunçou com todos os seus pensamentos
o deixando enlouquecido em desejo. Seu rosto expressava a agonia que sentia por
se demorar em possui-lo e tentou novamente investir contra ele. Quando Akira se
inclinava para se afastar de seu beijo, seu membro esfregava contra a barriga
de Samuel e o enlouquecia. Os suspiros
que escapavam de sua boca era uma mistura de dor e desejo.
–
Eu amo você Akira. – sua voz soou aguda.
Akira
sorriu e aproximou os lábios dos de Samuel enquanto alisava o cabelo do rapaz o
deixando cair por seus ombros, o perfume o envolvendo em delicias e o fazendo
sorrir novamente. Samuel enfiou a língua em sua boca e seu apressou em tirar a
camisa, se atrapalhando com os botões ao ser tomado pela urgência. Sentiu as
mãos de Akira segurarem as suas com firmeza o fazendo parar.
Abriu
os olhos e o encarou. Akira, com seus olhos escuros e rasgados o invadia até o
mais profundo de sua alma. Toda a extensão de seu ser enquadrados dentro do
olhar de Akira. Um olhar apenas e Samuel estava entregue a Akira, mas não era o
bastante. A boca encostada na sua se moveu lentamente ate soltá-lo. Samuel
gemeu tentando lutar contra Akira, mas o rapaz não o soltou.
–
Ei. – Akira apertou as mãos de Samuel sempre olhando em seus olhos – Shihh...
Akira
sentiu o rapaz relaxar. Samuel acenou um sim e continuou a tirar a camisa
devagar.
– That’s what I need, so say that you love me...
A
música continuava tomando conta do ar ao redor de ambos e a voz de Akira próxima
a Samuel o eletrizava, tornando ainda mais difícil controlar a vontade de
ataca-lo.
Sentiu
as mãos de Akira em sua barriga enquanto o beijava. Seus lábios eram suaves e
quentes, perfeitos para sua língua sedenta que se deleitou com o sabor de seu
amor. Sempre devagar ao ritmo da música
que insistia em leva-lo em uma onda de transe hipnótico e enlouquecedor.
Samuel
abriu o último botão da camisa e ao invés de tirá-la, levou os braços ao redor
do tronco de Akira, que sorriu.
–
Minha delícia. – Akira deixou os lábios pelo queixo de Samuel, o beijando,
deslizando por seu pescoço. Gemeu quando sentiu as mãos do rapaz em seu membro.
As
mãos de Akira subiram pelo peito do ruivo até seus ombros, depois por seus
braços tirando sua camisa. Beijou a orelha de Samuel e o mordeu, o ouvindo
gemer.
–
Eu sou seu, Akira. – a voz do ruivo em seu ouvido era rouca e repleta de desejo
– Eu o amo.
–
Meu? – Akira sorriu.
–
Inteiro seu.
Akira
levou as mãos até o botão de sua calça enquanto deu um chupão forte em seu
pescoço.
–
Meu Samuel, eu não existo sem você minha delícia.
Lentamente
Akira desceu o zíper de Samuel que o beijou de leve. Seus lábios ficaram juntos
por um tempo. Samuel afastou o rosto e abraçou Akira.
–
Akira, eu amo você. Quero ser seu, minha delícia. – sua mão direita deslizou
pelas costas de Akira e apertou sua bunda com força. – Faça comigo o que
quiser.
–
O que eu quiser?
Os
rostos de ambos ficaram colados por um bom tempo até que Akira voltou a beijar
Samuel. Sabia da urgência que o rapaz tinha daquele momento e Akira também não
se aguentava em paixão ao tê-lo tão perto, mas precisava fazer tudo com
perfeição. Precisava provoca-lo e deixa-lo ardendo em paixão. Precisava
derrubar todas as defesas de Samuel. Despoja-lo de qualquer pensamento que não
fosse ligado a ele. Fazê-lo crer que a existência de um dependia do outro e
mais nada importava sobre a face da terra.
–
Samuel. – sua voz fez o rapaz tremer. Pousou os nós dos dedos no peito de
Samuel e o acariciou com movimentos circulares. Sua voz baixa e rouca ao pé do
ouvido do ruivo era um chamado que vinha do fundo de seu ser. O rosnado que
Samuel soltou em resposta fez Akira tremer. Desceu as mãos lentamente pela
barriga do rapaz e recomeçou a beija-lo.
Ponto de Vista - 1
[Escrever em primeira pessoa não é bem meu forte, mas quem não arrisca, não petisca, então ai vai.]
Meu nome é
Akira, tenho 29 anos, sou um branquelo de 1,90 de altura e contrariando minha
descendência oriental, meu pau é grande. Muitos de meus amigos dizem que minha
autoconfiança beira a arrogância, mas todos que me conhecem sabem que sou boa
pessoa e de índole confiável. Exceto por parte de minha irmã, que vê em mim um
rebelde sem causa incorrigível, mas até mesmo ela tem certo respeito por minha
pessoa. Mas por agora, ela não vem ao caso. Minha orientação sexual é uma
bagunça, eu me defino como um curioso liberal. Como disse antes, confio no meu
taco e quando estou interessado em alguém, eu o conquisto com bastante facilidade.
Isso tudo até eu conhecer Samuel.
Samuel, um deus
ruivo que apareceu na minha vida e me dominou por completo. Minha mente foi
invadida pelo cheiro dele, pela beleza dele, pelo som de sua voz e não deu
outra, fui atrás de tê-lo pra mim. Toda a muralha de encanto que sou foi
demolida diante desse homem de longos cabelos de fogo e olhos azuis. Samuel é
encantador, intimidador, um desafio. Conquista-lo foi razoavelmente fácil, mas
meu medo em perdê-lo faz de reconquista-lo uma tarefa diária e tento fazer com
que ele não perceba meu esforço. Ele me ama e eu sei disso. Deixar com que
ele veja minha insegurança seria como
admitir que não confio no que ele sente por mim. Mas deixemos o sentimentalismo
e as incertezas de lado.
Dias atrás eu
estava dentro do meu carro próximo ao local onde ele trabalha. Faltavam poucos
minutos para as cinco horas que é quando ele deixa o escritório e havíamos
combinado de eu ir busca-lo para resolvermos algumas pendências particulares.
Eu estava de cabeça quente e sabia que Samuel também estaria. Estava pouco me
fodendo pra qualquer coisa que não fosse relacionada a nós dois e a vontade que
eu tinha daquele homem encobria qualquer possibilidade de minha mente
raciocinar.
Pensando em
aliviar a tensão, abri o zíper do meu short e comecei a me masturbar. Os vidros
escuros das janelas impediam que as pessoas de fora me vissem. Relaxei no banco
e fechei os olhos puxando na mente as imagens de Samuel, seu torso musculoso,
as coxas grossas. Imaginei minha boca correndo pelo fino caminho de pelos
avermelhados logo abaixo de seu umbigo...
Depois de alguns
minutos eu estava completamente perdido em minhas fantasias e foi quando então ele
bateu na janela do carona. Parei o que estava fazendo e respirei fundo. Estendi
a mão pra abrir a porta e ele entrou no carro com uma pasta e uma pilha de
papeis. Não olhou pra mim e nem me cumprimentou. Começou a mexer nos papéis,
olhando o que eram e guardando um a um na pasta. Sua expressão era de
concentração. Meus olhos passearam por seu rosto, pelo cabelo ruivo preso em um
rabo de cavalo. A mecha caia por seu ombro esquerdo cobrindo o músculo forte do
braço. Ele estava com uma camiseta polo azul escuro que contrastava com a pele
clara.
– Como foi seu dia?
– perguntei.
– Foi bastante
normal. – a voz de Samuel sai um pouco
engasgada e eu ri.
Levei a mão em
direção ao seu ombro puxando o cabelo pra trás. Fiz isso devagar prestando
atenção no movimento dos fios.
– O que você está
fazendo? – ele perguntou ainda sem olhar pra mim.
– Estou olhando
você. Eu gosto de te olhar. Você é lindo demais. Cada cantinho do seu corpo foi
feito para os meus olhos e para o meu toque. – meus dedos deslizaram pelo
pescoço de Samuel e senti ele tremer de leve – Você não quer me olhar?
Levei a mão
livre até meu pau e o massageei. Samuel deu um sorriso torto mas ainda não
olhou pra mim.
– Dirija. – ele
disse e se desvencilhou de minha mão em seu ombro, voltando a atenção para os
documentos.
Mordi o lábio
inferior e dei partida no carro deixando o zíper da minha calça aberto e meu membro
ainda duro à mostra. Dei a partida e me concentrei na estrada. Coloquem-se na
minha situação. Eu já sou um cara meu maluco, noventa por cento das minhas reações
são instintivamente sexuais e faço questão de realizar cada uma de minhas
fantasias. A partir do momento em que me prendi a uma única pessoa, a
possibilidade de ter todas elas realizadas foram por água abaixo. Não que eu esteja
reclamando, mas ainda estou tentando convencer Samuel a me deixar ter uma dupla
penetração. Mas isso é história pra outra hora.
Eu não quero perder
Samuel. Ir com muita vontade pra cima dele poderia deixa-lo assustado ou
irritado. A agitação de desejo que invade meu ventre sempre que eu me aproximo
de Samuel se espalhava por meu corpo como uma avalanche e me domina. Sempre. Todas
as vezes com mais intensidade do que a anterior. Eu o amo. Sei que ele me ama
também, mas talvez não com a mesma intensidade. E isso me leva a deixa-lo
comandar o fluxo das coisas.
Segui caminho
pra nossa casa por que antes de qualquer coisa, eu precisava de banho, fazer a
barba e etc. Tinha total consciência de Samuel ao meu lado e do sorriso torto
ainda costurado em seus lábios. Esperei pacientemente até que ele guardasse
toda aquela papelada e quando ele largou a pasta em cima do painel. Minha mão
estava no câmbio e Samuel estendeu a dele sobre a minha. O toque foi um choque
em minha pele, mas fingi que não percebi e continuei dirigindo, diminuindo a
velocidade.
– Da pra ouvir
as batidas do seu peito a quilômetros. – ele disse, rindo.
– Sério? – agora
era minha vez de ignora-lo – Não sabia que sua audição era tão boa.
Samuel inclinou
o corpo em minha direção e encostou o
ouvido em meu peito. Deus, como ele cheira bem.
– Otávio me
ligou e disse que alguns documentos importantes vazaram. Ele quer que eu vá com
ele pra uma investigação especial.
– Eles já não
tem uma equipe montada só pra esse tipo de situação?
– Tem, mas ele
quer que alguém de fora investigue o que esta acontecendo. Eu ia perguntar se
você pode passar uma semana sem mim.
O tom de voz de
Samuel é grave e ele sempre fala baixo, com uma seriedade que faz com qualquer
um o escute. Um tom controlado que eu acho extremamente sensual. Coloque em
suas cordas vocais uma pitada de excitação e ele se torna hipnotizante, dominador,
impossível de se resistir. Some ao cenário sua mão em meu pau, ai fode com
tudo.
– Eu não posso
ficar nem meia hora sem você que já começo a delirar. – me esforcei pra
responder – Em uma semana, quando você voltar, vou estar sofrendo de sérias
complicações emocionais e mentais.
Samuel levantou
o rosto olhando pra mim e começou a me punhetar devagar.
– Vai ser bom.
Relacionamentos onde se depende demais da outra pessoa nunca são saudáveis. Você
precisa cuidar da sua vida, ver seus amigos...
Levei a mão
direita até seu queixo e o segurei com força, olhando no fundo de seus olhos
azuis. Apesar de Samuel como não me canso de descrever ser um poço de
dominação, eu também tenho meu charme. Deixei fluir naquele olhar todo o desejo
que sinto por ele, todo o estado de alucinação em que ele deixa minha mente e
todas as segundas intenções que eu pude imaginar naquele curto espaço de tempo.
– Minha delicia...
– ele aproximou a boca da minha, mas eu o apertei arrancando dele um grunhido –
Você vai fazer com que eu atropele alguém.
Ele sorriu e eu
o soltei. Agarrei o volante firmemente com as duas mãos e respirei fundo. Olhei
para a pista tentando ignorar a boca de Samuel em minha orelha. Seu hálito gelado
em minha pele e seus dentes me mordiscado de leve me faziam suspirar. Diminui a
velocidade um pouco mais.
– Akira, eu te
amo.
Samuel beijou
minha orelha e desceu a boca pra meu pescoço. Eu senti um chupão forte e ele
acelerou o movimento das mãos. Encostei a cabeça contra o apoio do banco e
soltei um grunhido. Escutei o riso de Samuel e ele inclinou o tronco. Logo eu senti
seus lábios em meu pênis e me concentrei pra não tirar os pés dos pedais.
Samuel é ótimo.
Não é melhor do que eu, mas é o melhor entre todos. Sua língua veloz e sua mão habilidosa
me levaram ao delírio. Entre chupadas deliciosas e lambidas molhadas, eu
suspirava tentando manter o carro na estrada. Samuel começou a me abocanhar,
seus lábios pressionavam a extensão de meu pau e ele me chupava com força. Meu
corpo tremia e eu gemi alto. Ele beijou minha glande e riu. Beijou de novo. E
de novo. Os estalos molhados eram altos e ecoavam até os confins da minha alma.
A excitação invadia meu corpo a partir dos locais onde ele me tocava, subia por
minhas entranhas, retumbavam em meu peito e crescia. Fica difícil controlar um
carro nessa situação.
– Samuel... – o
ar foi expulso de meus pulmões e eu precisei parar o carro, ali mesmo no meio
da rua.
– Você não
aguenta comigo. – ouvi Samuel dizer em tom brincalhão, voltando a me chupar
logo depois.
Cerrei os dentes.
Levei a mão direita até sua cabeça o acariciando e então o empurrei devagar e
com firmeza. Ele grunhiu e sua mão direita subiu por baixo de minha camisa.
Mexi o quadril até que senti o fundo de sua garganta. Samuel gemeu e continuei
o empurrado até que senti seus lábios tocarem a base de meu pau. O segurei por
alguns segundos sentindo sua língua se mover tanto quanto ele conseguia. Senti também
suas unhas se cravarem com força em meu abdômen e o soltei. Samuel recuou devagar.
Meu corpo tremia e minha respiração pesava, não tanto quanto a de Samuel que
ofegava tentando recuperar o fôlego e dei um sorriso torto ao escutar esse som.
– Minha delícia,
isso foi bom.
Um outro carro buzinou
atrás de nós mas eu não me toquei na hora. Samuel tossiu e levantou o tronco se
agarrando em minha camisa. Beijou meu pescoço e o pé da minha orelha.
– Você gostou? –
o modo como Samuel falava, com a respiração pesada e a boca colada em minha
pele me eletrizava e me deixava em alerta.
A única resposta
que consegui dar a ele foi um gemido alto que não fui capaz de segurar quando
ele me mordeu.
– Você quer
mais? – ele perguntou e a buzina soou novamente.
– Eu sempre
quero mais de você. – Samuel sorriu.
– Ótimo.
Eu o beijei
esquecendo completamente do resto do mundo. Mas então o carro de trás buzinou
mais uma vez sem parar e buzinei também. Estacionei o carro próximo a guia e enquanto
Samuel desabotoava a calça eu tirei meu short.
– Nós vamos nos
atrasar... – eu disse.
– A culpa é toda
sua.
Samuel tirou a
camiseta e estendeu a mão pra mim. Apesar de minha altura, sou bastante
flexível e sentar no colo dele foi fácil, além do mais o teto do carro era alto.
Ele reclinou o banco enquanto eu desabotoava minha camisa.
– Minha delícia.
– Samuel me puxou pelo pescoço e me beijou – Quem mandou você ser tão tentador?
A mão de Samuel
voltou ao meu membro em uma massagem deliciosa.
– Eu sempre
quero mais de você. – repeti me debruçando sobre ele e beijando seu peito –
Nunca vou ter o suficiente de você, Samuel.
Com a mão livre,
Samuel segurou o próprio membro encostado na minha bunda, me fazendo senti-lo já
bastante duro. Ele não era muito diferente do meu, apenas um pouco mais grosso.
O que eu posso dizer, era Samuel. Minha boca subiu até a linha de sua clavícula
onde eu o beijei.
– Samuel. – o
corpo dele tremeu e eu sorri.
Cuspi em minha
mão e molhei a entrada do meu rabo pra logo depois sentir Samuel me invadir sem
nenhum rodeio. Direto e profundo. Bem do jeito que eu gosto. Soltei um gemido e
deixei meu corpo cair por sobre o dele. A mão de Samuel subiu por minhas costas
e agarrou meu cabelo girando meu rosto ate que sua boca encontrou meu ouvido.
– Akira. – ele
disse – Se eu perco o controle das coisas é tudo por sua culpa. Se eu o quero
mais do que qualquer outra coisa é culpa totalmente sua. Me provoque, minha
delicia, mas depois não me peça pra parar.
– Por favor, não
pare...
Samuel puxou meu
cabelo virando meu rosto para me beijar. Sua boca era sedenta e eu o
correspondi à altura. Meu corpo começou a se mover enquanto eu rebolava o cavalgando.
Descrever o que
eu sinto quanto tenho o homem da minha vida dentro de mim não é fácil. Eu já
sou uma completa vadia e adoro uma bela pica me arrombando sem piedade. Mas o
meu homem, meu Samuel que tomou conta da minha existência e me dominou. Cada estocada
me levava ao âmago do prazer e me fazia delirar. Seu corpo tão próximo ao meu
era quase uma alucinação e eu temia ser liberto desse transe a qualquer momento
pra qualquer realidade que fosse. Seus braços ao redor de meu corpo me
reconfortavam e me protegiam. Mesmo ali, dentro do carro no meio da rua, quando
Samuel me beijava eu estava no lugar mais feliz do mundo.
Logo o corpo do
Samuel começou a vibrar e seus gemidos se tornaram intensos. Levantei o corpo e
comecei uma punheta feroz enquanto o cavalgava. As mãos de Samuel se agarravam
em minhas coxas e suas unhas se cravavam em minha pele e tudo o que eu mais
queria era beija-lo novamente. Beija-lo até não haver mais fôlego em meus
pulmões, me afogar no sabor de seus lábios e matar minha sede do doce de sua
língua. Mas eu sou insaciável.
– Nunca vou ter
o bastante de você, Samuel. – eu disse com o rosto colado ao dele e seu corpo
se contraiu enquanto ele gozava.
– Akira...
Voltei a
beija-lo mais uma vez e esse beijo durou por um longo tempo. Ficamos ali até
que a agitação em meu peito se acalmou e nossos corpos voltaram ao normal.
– E você? – ele perguntou quanto comecei a
abotoar os botões de minha camisa.
Tudo o que fiz
foi sorrir e beija-lo antes de voltar para o banco do motorista.
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